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30/07/2018 �s 17:48 por Curiosidades do Mundo THS
História dos Filmes de Terror No Cinema
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     As histórias de terror sempre fizeram parte do nosso cotidiano; desde os irmãos Grimm até os dias atuais.

      No final do século XIX, o terror começou a ganhar espaço na sétima arte: O Cinema. Chegar a sala escura de um cinema e assistir a um filme de terror tornou-se uma atividade e uma sensação totalmente diferente das emoções vividas até o momento. Mostrando ao publico algo que nenhum outro gênero cinematográfico seria capaz de mostrar.

       E é justamente essa sensação dos filmes de THS que os tornam tão fascinantes; em minha opinião, um bom filme do de terror é aquele que consegue expressar, de maneira convincente, os nossos medos mais escondidos e consegue alinhar o novo ao antigo , ?o velho susto dado de uma nova maneira.?

      A evolução dos filmes de suspense e terror está intimamente ligada aos eventos-chave da história da Sétima Arte; desde os primeiros filmes mudos, passando pelas novas experiências sonoras e colorizadas até os psicopatas com machadinhas de hoje, muito foi produzido para que sempre nos sintamos o mais desconfortável possível. E o irônico disso tudo é que quanto mais incomodados ficarmos, melhor será o nosso julgamento sobre aquele filme.

 

O Inicio...


     O Primeiro Diretor a abraçar o gênero, foi o francês George Melies, com o seu O Castelo do Demônio, de 1896. Outra grande referência na história do cinema foi O Gabinete do Dr. Caligari, uma das mais marcantes obras do expressionismo alemão, dirigido por Robert Wienne em 1919 que, juntamente com Nosferatu (1922), de W. Murnau viriam a influenciar todo o cinema de horror produzido em seguida, graças à sua atmosfera sobrenatural e fotografia gótica.


                               


     A partir da década de 30, os filmes de terror passaram a ser produzidos tomando por base histórias e lendas europeias sobre vampiros, cientistas loucos e aristocratas insanos, tendo como principais figuras os mitológicos Drácula e Frankenstein, das clássicas obras de Bram Stoker e Mary Shelley, respectivamente.

     Com a 2ª Guerra Mundial e o verdadeiro horror fazendo parte do dia-a-dia das pessoas, os filmes de terror acabaram ficando em baixa durante algum tempo. Outras obras representativas do cinema de horror dos anos 30 e 40 são o clássico King Kong eO Homem-Invisível, inspirado na obra de H.G. Wells, ambos de 1933, A Múmia (1932), com Boris Karloff no papel-título e a adaptação do livro homônimo de Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray (1945).

      A década de 50 marcou a retomada do medo no cinema, filmes baratos que usavam e abusavam dos recentes recursos de cor e de muita sensualidade. Os principais filmes desse período, Drácula (1958) fez história, assim como o incansável caçador de vampiros Dr. Van Helsing.


                                       


      Com a era atômica, os filmes dos anos 50 passaram a ter também uma temática científica/sobrenatural; criaturas que emergiam de pântanos a partir de experiências atômicas, bolhas assassinas, tarântulas gigantes e homens com cabeça de mosca faziam com que os cinemas ficassem lotados, principalmente por jovens que encontravam ali uma fonte inesgotável de idéias de entretenimento. Em meio a esse turbilhão de fãs e filmes, surgiu o visionário Roger Corman, com A Pequena Loja dos Horrores (1960). Corman também tornou notórias suas adaptações de histórias de Edgar Allan Poe, tais como A Queda da Casa de Usher (1960) e o maravilhoso O Corvo (1963).

      Os anos 60 foram uma época extremamente fértil para as produções de terror, com destaque para as criações do mestre do suspense Alfred Hitchcock, em clássicos como Psicose (1960) e Os Pássaros (1963). Outro grande diretor foi o Mestre George Romero, que em 1968 produziu nosso querido, A Noite dos Mortos-Vivos. No mesmo ano, o polonêsRoman Polanski chega com o apavorante O Bebê de Rosemary.


                                              


    O Brasil, então aderiu ao terror com o surgimento do Ícone e hoje marco na historia cinematográfica brasileira,  José Mojica, nosso querido e amado Zé do Caixão. Em filmes como À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver (1966) e O Despertar da Besta (1969), o mestre Mojica apavorou toda uma geração de expectadores.

                 


      Nos anos 70 começam a despontar alguns nomes que viriam a se tornar grandes referências nos filmes de horror; foi em 1972 que Encurralado, um suspense sobre um caminhão que persegue alucinadamente um pobre motorista numa estrada dos EUA, revelou para o mundo a figura de Steven Spielberg, que mais tarde alcançaria notoriedade com o traumático Tubarão (1975), que deixou os cinemas lotados e as praias vazias por muito tempo. Outro ícone do período é o independente O Massacre da Serra Elétrica (1974), dirigido porTobe Hooper que, juntamente com o também independente Halloween (1978), de John Carpenter, influenciaram uma leva de filmes com assassinos misteriosos e impiedosos que perpetuaram as telas dos anos 80. Com Alien, O Oitavo Passageiro (1979)Ridley Scott literalmente mandou os filmes de horror pro espaço. Na Itália, Dario Argento também começava a fazer história, gastando litros de molho de tomate em suas produções, como o clássicoSuspiria (1977). Argento se tornaria o principal expoente do "gore", sub-gênero dos filmes de horror onde o estômago é o limite.

       Os filmes de possessão tiveram seu auge também nos anos 70, em obras clássicas como O Exorcista (1973), A Profecia (1976) e Terror Em Amityville (1979). O maravilhoso Carrie, A Estranha (1976), de Brian De Palma, inaugurou a febre de adaptações de obras do escritor Stephen King, que inspirou também o cultuado O Iluminado (1980). Os filmes de espíritos teriam ainda um grande representante em 1982, com Tobe Hooper (desta vez sem serras elétricas e sem tanto sangue jorrando) dirigindo Poltergeist, com roteiro e produção de Spielberg. 

      A década de 80 marcou a ascensão dos "slashers" filmes geralmente de baixo custo, onde a onda era ter um maníaco correndo atrás de jovens seminuas. A principal referência destes filmes é o famoso e amado Sexta-Feira 13, com o não menos popular assassino Jason Vorhees triturando jovens pecadores que davam mole transando nos arredores de Crystal Lake. Seu comparsa mais conhecido, o bonitão Freddy Krueger, deu as caras pela primeira vez em A Hora do Pesadelo (1984), do sempre irregular Wes Craven.

                       


      Em 1982, um filme independente trouxe novas possibilidades para os filmes de terror: Evil Dead ? A Morte do Demônio (1982) revelou ao mundo o talento de Sam Raimi, que ainda realizou mais dois filmes para a série. Também merece menção o nome do escritor Clive Barker (um dos meus escritores favoritos de todos os tempos. Te amo Barker!) , que aventurou-se na direção e realizou o fantástico Hellraiser ? Renascido do Inferno (1987), um dos grandes filmes de horror do cinema moderno.                   

                                           

 

      Algumas dicas de filmes dos anos 80, para vocês se deliciarem: Dia dos Namorados Macabro (1981), Feliz Aniversário Para Mim (1981), Acampamento Maldito (1983), Gremlins (1984), Re-Animator (baseado num conto de H.P. Lovecraft, 1985), Demons ? Os Filhos das Trevas (1985), A Noite das Brincadeiras Mortais (1986), Os Garotos Perdidos (1987), The Hidden ? O Escondido (1987) e Quando Chega A Escuridão (1987). 

 

     Com os anos 90, os filmes de terror ficaram mais rarefeitos e mal-feitos, muitos sendo lançados diretamente em vídeo. Algumas exceções são a nova versão de Drácula de Bram Stoker (1992), o delicioso e escatológico filme independente Fome Animal (1992), de Peter Jackson, a convincente adaptação do livro de Anne RiceEntrevista Com O Vampiro (1994), dirigido por Neil Jordan e a releitura de Frankenstein de Mary Shelley (1994), deKenneth Branagh. O jovem diretor Tim Burton foi um dos poucos talentos a despontar no período, realizando pequenas lindas obras com sua inimitável estética "dark". O diretor Wes Craven, nesta época, voltou ao cenário com Pânico (1996), filme que retoma a estética dos filmes mata-mata dos anos 80, numa espécie de tributo aos jovens retalhados na década anterior. Infelizmente, o sucesso do filme iniciou uma série de produções com jovens atores americanos da moda, como Eu Sei O Que Vocês Fizeram No verão Passado (1997), Lenda Urbana (1998), entre outros.

      O único filme que conseguiu quebrar esse marasmo de idéias foi o clássico do Found FootageA Bruxa de Blair (1999).

      No Novo Milênio, as historias de terror ganharam ainda mais espaço com obras como: Premonição (2000), O Chamado (2000) e não parou por ai, nos últimos anos as produções de THS vêm ganhando espaço e publico, temos uma diversidade muito grande do gênero. Invocação do mal (2013) abriu muitas portas e os olhos das produtoras para o Terror. 

                               



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